Um documento remetido à redacção do jornal Hora H denuncia a existência de mais de 2.600 escolas privadas a funcionar de forma ilegal na província de Luanda, alegadamente sob o conhecimento e inação de responsáveis do Ministério da Educação e do Gabinete Provincial da Educação de Luanda.
Segundo a denúncia, o alegado esquema envolve diferentes níveis da estrutura administrativa, desde o Ministério da Educação, passando pelo Gabinete Provincial, pelas repartições municipais, até às próprias instituições de ensino espalhadas pela província de Luanda.
De acordo com a fonte, estas escolas movimentam valores significativos em kwanzas, que alegadamente beneficiam dirigentes interessados na manutenção da ilegalidade. “É o saco preto que lhes sustenta. Porque caso houvesse vontade de resolver a situação, já teriam sido criadas condições para legalizar ou encerrar estas instituições”, afirmou.
A mesma fonte sustenta ainda que, no final de cada ano lectivo, os responsáveis orientam onde os directores dos colégios ilegais devem emitir os certificados escolares e cobram cerca de dois mil kwanzas por documento.
Por outro lado, uma fonte ligada ao Gabinete Provincial da Educação de Luanda, contactada pelo Hora H, confirmou a existência de mais de duas mil e seiscentas escolas em situação irregular na capital do país, acrescentando que o assunto é do conhecimento do Governo Central. Segundo esta fonte, a alguns proprietários dos colégios são pessoas ligadas as estruturas governamentais e contribuem para o problema.
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