O parlamento espanhol aprovou, nesta quinta-feira, 25, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede a demissão do primeiro-ministro, Pedro Sánchez, ou pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.

A resolução, uma iniciativa do Partido Popular (PP, direita), teve o apoio do Vox (extrema-direita) e do Juntos pela Catalunha (JxCat, independentistas de direita) e recebeu 177 votos a favor, 171 contra e uma abstenção, reportou a Lusa.

O texto considera que a actual legislatura, iniciada em 2023, “está esgotada”, sublinhando que não foram aprovados quaisquer orçamentos do Estado neste período e que o Governo está “rodeado por uma acumulação incessante de causas judiciais por corrupção, investigações e escândalos” que afectam também o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e os familiares mais próximos do primeiro-ministro.

Neste contexto, a maioria absoluta dos deputados “exige a imediata demissão em bloco do Governo presidido por P. Sánchez Castejón” e a convocatória de eleições legislativas, o que em Espanha é prerrogativa do Conselho de Ministros, uma vez que o chefe de Estado, o Rei, não tem poder para dissolver o parlamento.

As resoluções são pedidos dirigidos ao Governo e não vinculam o executivo.

No entanto, “a partir de agora”, Sánchez “actua contra a maioria absoluta” do parlamento, que pediu a sua demissão, realçou o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, em declarações aos jornalistas.

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