Sete juízes do Tribunal Provincial do Cunene, abandonaram recentemente a província, por alegado mau clima de trabalho com o Juíz Presidente, Afonso Pinto, que supostamente tem feito interferências em vários processos instruídos por outros profissionais daquela casa das leis, disse a fonte ao portal a Justiça.

POR: A JUSTIÇA

Segundo a fonte, a falta de Juízes, deve-se ao “ mau clima” que se instalou no sector judiciário na Província do Cunene, desde a Procuradoria-Geral da República, Tribunais e o Serviço de Investigação Criminal (SIC).

“ Há muita interferência nos processos-crime e isso indicia uma alta corrupção de quem dirige este sector na Província, porque ninguém controla o sector da justiça de mãos beijadas” , disse a fonte da Procuradoria-geral da Republica no Cunene.

Para a fonte, precisa-se de uma Comissão do Conselho Superior da Magistratura Judicial e da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), para averiguar a situação que “ insuportável” e entende ainda que as pessoas não falam  por temerem represálias dos superiores hieráticos, disse a fonte que preferiu o anonimato.

De acordo com a mesma fonte, os juízes com maior influência, preferem tratar maior atenção aos processos de combate à corrupção, porque procuram negociar com os visados e tiram milhões de kwanzas ou dólares daqueles que roubaram dos cofres do Estado ao longo da governação de José Eduardo dos Santos e da actual governação do Presidente João Lourenço.

 A Procuradoria-Geral da República e o Governo Provincial do Cunene, conta a fonte, são os maiores violadores da legalidade, porque as pessoas que nos representam e que podiam servir as populações não o fazem e servem apenas os seus interesses.

 “Os verdadeiros corruptos da Província, ninguém lhes diz nada porque comem com os procuradores, juízes, Directores Províncias e municipais, é só verem como eles repartem-se as obras do PIIM e em que estado de execução as mesmas se encontram e porque que não existem uma fiscalização séria nestes projectos que alegam ser da inteira responsabilidade dos municípios”, denunciou.

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