{"id":4573,"date":"2026-01-24T12:45:16","date_gmt":"2026-01-24T15:45:16","guid":{"rendered":"https:\/\/ajustica.net\/?p=4573"},"modified":"2026-01-24T12:45:17","modified_gmt":"2026-01-24T15:45:17","slug":"os-desafios-que-africa-ainda-enfrenta-exigem-respostas-rapidas-e-objectivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ajustica.net\/index.php\/2026\/01\/24\/os-desafios-que-africa-ainda-enfrenta-exigem-respostas-rapidas-e-objectivas\/","title":{"rendered":"&#8220;OS DESAFIOS QUE \u00c1FRICA AINDA ENFRENTA EXIGEM RESPOSTAS R\u00c1PIDAS E OBJECTIVAS&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>O Chefe de Estado, Jo\u00e3o Louren\u00e7o, disse, sexta-feira, em Luanda, que os desafios que \u00c1frica ainda enfrenta exigem respostas r\u00e1pidas, objectivas e coordenadas que v\u00e3o al\u00e9m da dimens\u00e3o securit\u00e1rio, dedevendo integrar outras componentes como o desenvolvimento econ\u00f3mico, a inclus\u00e3o social e a boa governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Louren\u00e7o, que \u00e9 tamb\u00e9m Presidente da Uni\u00e3o Africana fez estas declara\u00e7\u00f5es na cerim\u00f3nia de cumprimentos de Ano Novo do Corpo Diplom\u00e1tico, cujo evento decorreu no Sal\u00e3o Protolocolar da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis o discurso na \u00edntegra:<\/p>\n\n\n\n<p>Discurso de Sua Excel\u00eancia Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o, Presidente da Rep\u00fablica de Angola, na Cerim\u00f3nia de Cumprimentos de Ano Novo do Corpo Diplom\u00e1tico<\/p>\n\n\n\n<p>Luanda, 23 de Janeiro de 2026<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Excelent\u00edssima Senhora Embaixadora Saadia El Alaoui, Decana do Corpo Diplom\u00e1tico;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Excelent\u00edssimos Senhores Embaixadores e Chefes de Miss\u00e3o Diplom\u00e1tica;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Excelent\u00edssimos Senhores Representantes de Organiza\u00e7\u00f5es Internacionais e demais entidades estrangeiras acreditadas na Rep\u00fablica de Angola;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Minhas Senhoras, Meus Senhores;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Excel\u00eancias,<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 com elevada honra e apre\u00e7o que eu e a minha esposa recebemos hoje cada um de v\u00f3s, dignos membros do Corpo Diplom\u00e1tico, de Organiza\u00e7\u00f5es Internacionais e demais entidades estrangeiras acreditadas na Rep\u00fablica de Angola, para esta tradicional cerim\u00f3nia anual, que constitui n\u00e3o apenas um momento de reafirma\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os de amizade e de coopera\u00e7\u00e3o entre os nossos pa\u00edses, mas, sobretudo, uma oportunidade para reflectirmos sobre o ano que findou, sobre os desafios que se colocam de agora em diante \u00e0 ac\u00e7\u00e3o colectiva dos nossos pa\u00edses e sobre o contexto internacional imprevis\u00edvel, conturbado e perigoso que vivemos nos dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Permitam-me que formule os mais sinceros votos de um Ano Novo de paz, sa\u00fade, prosperidade e bem-estar a todos e que este novo ciclo seja orientado pelo fortalecimento do di\u00e1logo pol\u00edtico e por um renovado compromisso com a coopera\u00e7\u00e3o internacional e com o multilateralismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvimos com muita aten\u00e7\u00e3o a mensagem de Sua Excel\u00eancia Saadia El Alaoui, Embaixadora Extraordin\u00e1ria e Plenipotenci\u00e1ria do Reino de Marrocos na Rep\u00fablica de Angola e Decana do Corpo Diplom\u00e1tico acreditado em Angola, a quem agrade\u00e7o pelas palavras dedicadas ao meu pa\u00eds, bem como pelos votos de bem-estar e prosperidade dirigidos ao povo angolano, a mim e \u00e0 minha fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como Vossas Excel\u00eancias sabem, o ano que terminou teve um significado especial para Angola por termos celebrado o 50.\u00ba Anivers\u00e1rio da Independ\u00eancia Nacional, um marco importante da nossa hist\u00f3ria que nos convidou \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o e a uma profunda reflex\u00e3o sobre o caminho percorrido, os desafios enfrentados e as perspectivas para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinquenta anos depois da proclama\u00e7\u00e3o da nossa Independ\u00eancia Nacional, Angola afirma-se como um pa\u00eds est\u00e1vel e comprometido com a paz, com a estabilidade, com a reconcilia\u00e7\u00e3o nacional, com a boa governa\u00e7\u00e3o, a democracia, o desenvolvimento sustent\u00e1vel e a coopera\u00e7\u00e3o entre as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Excel\u00eancias,<\/p>\n\n\n\n<p>No ano transacto, a Rep\u00fablica de Angola centrou a sua ac\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica na intensifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es com os seus parceiros, com o objectivo de se construir uma base de confian\u00e7a cada vez mais s\u00f3lida e cred\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um ano de v\u00e1rias realiza\u00e7\u00f5es que projectaram Angola a n\u00edvel internacional, marcado n\u00e3o s\u00f3 pela celebra\u00e7\u00e3o do jubileu dos 50 anos da Independ\u00eancia Nacional, como tamb\u00e9m por termos assumido, pela primeira vez na nossa hist\u00f3ria recente, a Presid\u00eancia rotativa da Uni\u00e3o Africana, facto que levou ao incremento das responsabilidades da Rep\u00fablica de Angola tanto a n\u00edvel continental como mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos exercido esta responsabilidade num contexto particularmente exigente e de grande complexidade, caracterizado por conflitos persistentes em v\u00e1rias regi\u00f5es de \u00c1frica e do mundo, instabilidade pol\u00edtica, recorr\u00eancia de golpes de Estado e recuos democr\u00e1ticos em algumas zonas de \u00c1frica, crises sanit\u00e1ria, econ\u00f3mica e humanit\u00e1ria graves, desafios clim\u00e1ticos e energ\u00e9ticos e um preocupante enfraquecimento dos mecanismos tradicionais de di\u00e1logo e de coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Presidente da Uni\u00e3o Africana, Angola colocou no centro da sua ac\u00e7\u00e3o o financiamento para o desenvolvimento de infra-estruturas cr\u00edticas em \u00c1frica, com especial \u00eanfase para as que contribuam para a melhoria da interconex\u00e3o entre as v\u00e1rias regi\u00f5es do nosso continente e para o desenvolvimento integrado de \u00c1frica e a constru\u00e7\u00e3o da \u00c1frica que Queremos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi neste esp\u00edrito que, em Junho de 2025, realiz\u00e1mos em Angola o F\u00f3rum de Neg\u00f3cios EUA\u2013\u00c1frica e, em Novembro do mesmo ano, a 3\u00aa Confer\u00eancia sobre o Financiamento para o Desenvolvimento das Infra-estruturas em \u00c1frica, com o objectivo de mobilizar investimentos em infra-estruturas estrat\u00e9gicas, alinhadas com a Agenda 2063 da Uni\u00e3o Africana e com a Zona de Com\u00e9rcio Livre Continental Africana.<\/p>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o dos dois eventos referidos permitiu-nos mobilizar recursos financeiros consider\u00e1veis para o investimento em importantes sectores da vida econ\u00f3mica de \u00c1frica, como os corredores econ\u00f3micos integrados, as redes ferrovi\u00e1rias, as auto-estradas transnacionais, o Mercado \u00danico Africano de Electricidade e o desenvolvimento do Plano Director para a Avia\u00e7\u00e3o Africana, bem como para a transforma\u00e7\u00e3o digital, a sa\u00fade, o agroneg\u00f3cio e o turismo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, em representa\u00e7\u00e3o de \u00c1frica, Angola procurou afirmar a voz do continente nos principais f\u00f3runs de governa\u00e7\u00e3o global, com destaque para a Cimeira do G20 na \u00c1frica do Sul, o TICAD no Jap\u00e3o, a Cimeira Uni\u00e3o Africana-Uni\u00e3o Europeia em Luanda, a quarta Confer\u00eancia Internacional sobre Financiamento do Desenvolvimento, realizada em Sevilha, Espanha, e ainda a participa\u00e7\u00e3o na 80\u00aa Sess\u00e3o da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nova Iorque.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos diferentes eventos em que particip\u00e1mos, defendemos posi\u00e7\u00f5es que podem contribuir para a reforma da arquitectura financeira internacional, para um acesso mais justo ao financiamento para o desenvolvimento, na busca de solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para a d\u00edvida e uma resposta equilibrada aos choques globais que afectam desproporcionalmente os pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Tivemos a oportunidade de reafirmar o nosso pleno apoio ao refor\u00e7o do sistema global de com\u00e9rcio baseado em regras, nomeadamente atrav\u00e9s dos processos de reforma em curso na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, bem como exort\u00e1mos o G20 a encarar a Zona de Livre Com\u00e9rcio Continental Africano n\u00e3o apenas como um projecto africano, mas como uma importante contribui\u00e7\u00e3o para a estabilidade do com\u00e9rcio mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>No quadro das posi\u00e7\u00f5es que fomos assumindo, demos destaque \u00e0 necessidade imperativa da industrializa\u00e7\u00e3o de \u00c1frica, \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o do capital humano africano e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, bem como real\u00e7\u00e1mos em f\u00f3runs espec\u00edficos a import\u00e2ncia de se assumir o compromisso com uma parceria baseada na igualdade, no respeito m\u00fatuo e na co-responsabilidade como resposta aos desafios globais.<\/p>\n\n\n\n<p>Merecem um destaque muito particular os pontos de vista que express\u00e1mos na Cimeira Uni\u00e3o Africana-Uni\u00e3o Europeia, durante a qual se real\u00e7ou o compromisso com a Vis\u00e3o Conjunta at\u00e9 o ano de 2030, alinhada com a Agenda 2063 da Uni\u00e3o Africana, os Objectivos da Uni\u00e3o Europeia e a Agenda 2030 das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo a Uni\u00e3o Europeia a principal parceira comercial e investidora em \u00c1frica, \u00e9 natural que tiv\u00e9ssemos procurado colher dessa organiza\u00e7\u00e3o o seu apoio \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da Zona de Livre Com\u00e9rcio Continental Africana e o fortalecimento de cadeias de valor regionais, incluindo os minerais cr\u00edticos e a coopera\u00e7\u00e3o em projectos de infra-estruturas de conectividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Excel\u00eancias,<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos a chegar ao fim da Presid\u00eancia rotativa da Uni\u00e3o Africana que assumi em Fevereiro do ano transacto com o compromisso de me empenhar na promo\u00e7\u00e3o da Paz, da Seguran\u00e7a e da Estabilidade em \u00c1frica, sem os quais o continente africano n\u00e3o conseguir\u00e1 realizar plenamente os seus objectivos de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao n\u00edvel da Uni\u00e3o Africana, estabeleceu-se a necessidade de se p\u00f4r fim aos conflitos armados no continente, objectivo ainda n\u00e3o alcan\u00e7ado, o que nos obriga a continuar a envidar esfor\u00e7os para realizarmos o sonho do Silenciar das Armas em \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o regate\u00e1mos em momento algum nos esfor\u00e7os no sentido de contribuir para a solu\u00e7\u00e3o dos conflitos no continente, de entre os quais destaco os que assolam o Sud\u00e3o e a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/p>\n\n\n\n<p>Angola continua a jogar um importante papel no processo de pacifica\u00e7\u00e3o da RDC, cujos contributos ajudaram a chegar \u00e0 assinatura do acordo de paz em Washington no dia 4 de Dezembro de 2025, entre a RDC e o Ruanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratou-se, sem d\u00favida, de um momento hist\u00f3rico significativo, que n\u00e3o deve ser desperdi\u00e7ado por nenhuma das partes, que t\u00eam em conjunto a responsabilidade da sua implementa\u00e7\u00e3o, para que se possa alcan\u00e7ar a paz duradoura na regi\u00e3o dos Grandes Lagos.<\/p>\n\n\n\n<p>O cessar-fogo negociado em Doha, no Qatar,&nbsp;&nbsp;entre o governo da RDC e o M23 deve ser implementado, enquanto encorajamos as autoridades governamentais e a sociedade civil congolesas a realizarem o di\u00e1logo intercongol\u00eas sem mais demora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nossa convic\u00e7\u00e3o que os desafios que \u00c1frica ainda enfrenta exigem respostas r\u00e1pidas, objectivas e coordenadas que v\u00e3o al\u00e9m da dimens\u00e3o securit\u00e1ria, devendo integrar outras componentes como o desenvolvimento econ\u00f3mico, a inclus\u00e3o social, a boa governa\u00e7\u00e3o e o refor\u00e7o das capacidades dos Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta perspectiva, quando adequadamente concretizada, retira os argumentos de que se servem os promotores de mudan\u00e7as inconstitucionais de governo em \u00c1frica para tentarem justificar os golpes que desferem contra as democracias e as autoridades legitimamente constitu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante estas evid\u00eancias e face \u00e0 recorr\u00eancia com que v\u00e3o acontecendo golpes de Estado no continente africano, imp\u00f5e-se cada vez mais a necessidade de se refor\u00e7arem as medidas de desencorajamento e condena\u00e7\u00e3o destas pr\u00e1ticas, reprov\u00e1veis a todos os t\u00edtulos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveitamos esta ocasi\u00e3o para exigir a liberta\u00e7\u00e3o incondicional do Presidente Mohamed Bazoum deposto por um golpe de Estado no N\u00edger, assim como de Domingos Sim\u00f5es Pereira, Presidente do PAIGC da Guin\u00e9-Bissau, pa\u00eds que realizou recentemente elei\u00e7\u00f5es, mas que, num caso in\u00e9dito na hist\u00f3ria dos processos eleitorais em \u00c1frica, nunca os verdadeiros resultados eleitorais foram tornados p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Excel\u00eancias,<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo est\u00e1 diante de um retrocesso assustador relativamente \u00e0s conquistas democr\u00e1ticas j\u00e1 alcan\u00e7adas e que, nas \u00faltimas oito d\u00e9cadas, contribu\u00edram para a paz, a estabilidade e a seguran\u00e7a mundiais e para o desenvolvimento econ\u00f3mico e social dos pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>O respeito pelos direitos humanos, pela defesa da soberania dos Estados e pela integridade territorial dos pa\u00edses constituiu a base essencial sobre a qual se construiu o edif\u00edcio do Direito Internacional e as normas que regem as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais contempor\u00e2neas, que, de um momento para o outro, se est\u00e3o a desmoronar e a colocar em risco todas as conquistas alcan\u00e7adas pela Humanidade desde o fim da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante deste quadro, as Na\u00e7\u00f5es Unidas vivem num contexto de aut\u00eantica humilha\u00e7\u00e3o, sem capacidade de exercer o papel que lhe cabe e que, durante d\u00e9cadas, foi de extrema utilidade para assegurar a estabilidade mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Este esvaziar intencional das responsabilidades das Na\u00e7\u00f5es Unidas est\u00e1 a dar lugar \u00e0 desordem internacional e \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o da for\u00e7a da lei pela lei da for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento assente na ideia de dois pesos e duas medidas n\u00e3o favorece a abordagem imparcial dos grandes problemas pol\u00edticos com que o mundo se debate na actualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos estar todos alinhados quanto \u00e0 import\u00e2ncia fundamental do multilateralismo como a \u00fanica forma de contribuir para a restaura\u00e7\u00e3o da ordem mundial e impedir a reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica e econ\u00f3mica do mundo em benef\u00edcio apenas das superpot\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, reiteramos a import\u00e2ncia do papel central das Na\u00e7\u00f5es Unidas enquanto garante da paz, da estabilidade e da seguran\u00e7a internacionais, bem como de outros espa\u00e7os indispens\u00e1veis de concerta\u00e7\u00e3o, di\u00e1logo pol\u00edtico e de ac\u00e7\u00e3o colectiva que se imp\u00f5e cada vez mais, para se impedir a redefini\u00e7\u00e3o de fronteiras na Europa, em \u00c1frica, no M\u00e9dio Oriente e no Caribe, onde se assiste ao perigo iminente da balcaniza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas n\u00e3o podem ser sequestradas pela ac\u00e7\u00e3o unilateral de pot\u00eancias mundiais, por sinal membros permanentes do seu Conselho de Seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Excel\u00eancias,<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveito esta ocasi\u00e3o para expressar o nosso reconhecimento pelo trabalho que as vossas miss\u00f5es diplom\u00e1ticas e as organiza\u00e7\u00f5es que aqui representam desenvolvem a favor do refor\u00e7o da coopera\u00e7\u00e3o e da amizade entre os nossos respectivos pa\u00edses e povos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Expresso-vos a total abertura e disponibilidade de Angola para trabalharmos juntos no sentido de contribuirmos para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo de paz, de conc\u00f3rdia e onde reine a justi\u00e7a e o respeito m\u00fatuo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Chefe de Estado, Jo\u00e3o Louren\u00e7o, disse, sexta-feira, em Luanda, que os desafios que \u00c1frica ainda enfrenta exigem respostas r\u00e1pidas, objectivas e coordenadas que v\u00e3o al\u00e9m da dimens\u00e3o securit\u00e1rio, dedevendo integrar outras componentes como o desenvolvimento econ\u00f3mico, a inclus\u00e3o social e a boa governa\u00e7\u00e3o. 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