A luta pela igualdade de género é uma pauta que registou progressos, nas últimas décadas, mas ainda é um desafio mundial, considerou, segunda-feira, nos Estados Unidos da América, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento.
De acordo com Ana Paula do Sacramento, que falava, em Nova Iorque, durante o Diálogo Ministerial do grupo de Amigos sobre a Paridade de Género, a representação das mulheres em cargos de liderança política e institucional ao mais alto nível ainda não se encontra alinhada com a diversidade e o potencial existente nos distintos países.
Por essa razão, reflectiu sobre como uma eventual eleição de uma mulher para o cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas poderia contribuir para amplificar a referida agenda e consolidar tais esforços no plano internacional.
Lembrou, ainda, que Angola associa-se à importância da promoção da paridade de género na liderança global, um compromisso que se inscreve na continuidade da Plataforma de Acção de Pequim e permanece central na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
O evento decorreu em torno do tema “Promover o Equilíbrio de Género na Liderança Global: Reflexões sobre a Selecção do Secretário-Geral em 2026”.
O Diálogo Ministerial Anual do Grupo de Amigos sobre a Paridade de Género foi orientado pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, numa iniciativa das Missões Permanentes do Qatar e do Ruanda junto das Nações Unidas.
