Um suposto médico realizou um aborto a uma mulher grávida de sete meses, que morreu durante a operação. Para se tentarem “livrar”do crime, o namorado, com a ajuda da mulher do alegado clínico e o tio da falecida abandonaram o cadáver numa barbearia inactiva, na província de Benguela.
Para além do namorado e do suposto médico, estão envolvidos nesta história o tio do namorado da malograda e amulher domédico, que auxiliou durante o procedimento.
O grupo foi detido no último fim-de-semana pelo Serviço de Investigação Criminal(SIC) em Benguela, após uma denúncia. Estes estão a ser acusados de interrupção de gravidez, homicídio qualificado e exercício ilegal da Profissão.
A tragédia aconteceu no município sede, quando o homem, de 25 anos, convenceu a sua namorada, de 26, a interromper a gravidez e a levou para a residência do suposto médico, no bairro da Calossombecua 2.
Durante a intervenção, de acordo com o porta-voz do gabinete de comunicação institucional e imprensa do SIC-Benguela, Francisco Vieira, houve complicações, a mulher não resistiu e perdeu a vida. “Para disfarçar o crime cometido, o namorado, em companhia dos seus comparsas, dirigiu-se ao bairro da Caponte City, depositou o corpo numa barearia abandonada e foi-se embora”, conta o SiC.
Francisco Vieira acrescenta ainda que “o grupo pretendia fazer acreditar que se tratava de um caso de abuso sexual na via pública que resultou em morte'”!,
Após a denúncia sobre a existência de um cadáver nas imediações da cerâmica e com bases nos dados apurados, os principais suspeitos foram detidos e o SIC apreendeu os utensílios hospitalares utilizados durante a cirurgia.
