TPA/ SOYO – Boa tarde, Senhor Presidente!
Seja bem-vindo à província do Zaire!
Senhor Presidente, para um país cujas reservas de gás continuam a ser descobertas, estamos diante de uma infra-estrutura que se destaca como um marco no processo de transição energética. Quer comentar sobre o impacto social e económico deste investimento para o país?
PR – Angola sempre foi uma grande produtora de óleo, de petróleo.
Temos aqui, precisamente nesta cidade do Soyo, as instalações da LNG, que foram construídas na base de um gás associado – que vem associado ao petróleo.
Mas havia a necessidade…- e porque já tínhamos informação da existência de gás não associado ao longo da nossa costa, só não havia investimentos – tomámos uma decisão importante, em 2018, de criar legislação que protegesse os investidores que quisessem fazer investimentos na indústria de produção e transformação do gás.
Foi uma decisão acertada, seguida de uma outra no ano seguinte, em 2019, que foi a da criação do Novo Consórcio do Gás. Com essas duas medidas tomadas em anos consecutivos, temos aqui o primeiro resultado. Começamos a produzir e a transformar gás não associado!
As jazidas de gás não associado garantem-nos uma produção maior do que se contarmos apenas com o gás que vem associado ao petróleo.
Daqui para a frente, os benefícios são grandes. O gás tem uma grande procura no mercado internacional. É menos poluente do que o diesel, por exemplo. Tem bom preço de mercado. Portanto, os benefícios deste investimento – que é pioneiro neste domínio do gás não associado, acreditamos que virão outros ao longo da costa – são bastante promissores para o povo angolano, para a economia nacional.
REDE GIRASSOL – SENHOR PRESIDENTE, ESTAMOS DIANTE DE UMA INDÚSTRIA QUE VEIO ALIMENTAR OUTRAS INDÚSTRIAS. COMO É QUE A POPULAÇÃO DESTE MUNICÍPIO, E DO PAÍS EM GERAL, A CURTO OU LONGO PRAZOS, PODEM BENEFICIAR DESTE PROJECTO? QUE RESULTADOS PRÁTICOS A POPULAÇÃO PODE BENEFICIAR DESTE NOVO CONSÓRCIO, SENHOR PRESIDENTE?
PR – Um dos benefícios que a população terá – ou já começa a ter, com uma tendência de incremento – é a maior oferta de emprego.
Para a construção desta indústria, já foi admitido um número considerável de cidadãos angolanos, jovens na sua maioria, para construir estas instalações. Mas vem aí muito mais emprego, se tivermos em conta que está prevista a construção, aqui, de uma unidade de produção de fertilizantes, que vai usar precisamente o gás desta unidade.
Com esse gás, o país vai passar a produzir fertilizantes que são importantes para o desenvolvimento da nossa agricultura.
Portanto, um dos ganhos será este, com certeza: o aumento da oferta de emprego para a população aqui da Cidade do Soyo.
JORNAL DE ANGOLA – ESTAMOS PERANTE UM GRANDE INVESTIMENTO NACIONAL. PARA O SECTOR ENERGÉTICO, DAQUI EM DIANTE, O QUE A ECONOMIA E AS FAMÍLIAS ESPERAM DOS GRANDES PROJECTOS, QUER NO SECTOR DE GÁS, QUER PARA OS BIOCOMBUSTÍVEIS?
PR – O que esperam, já foi dito: melhorias das condições de vida das populações. Quem conseguir emprego nestas unidades tem família. Vão melhorar a vida não como pessoa, mas como uma família multiplicada. Serão muitas famílias que vão ver a sua condição de vida melhorada com o surgimento destes empreendimentos.
Sempre que surge uma indústria, não importa de que sector seja, petrolífero ou outro, com certeza que estaremos a contribuir para a melhoria das condições de vida de centenas, ou mesmo milhares de famílias angolanas.
