O líder do MPLA, João Lourenço, informou, sábado, em Luanda, ao Bureau Político do Comité Central a intenção de candidatar -se à presidência do partido.
A informação foi avançada pelo secretário para Informação e Propaganda do Bureau Político, Esteves Hilário, no final da III Reunião Ordinária do organismo de direcção central do partido.
De acordo com Esteves Hilário, a recandidatura de João Lourenço ao cadeirão máximo do partido que sustenta o Governo recebeu apoio “incondicional” dos membros do Bureau Político do Comité Central.
Segundo o porta-voz do partido, o Presidente João Lourenço indicou o secretário para os Assuntos Políticos e Eleitorais do MPLA, João de Almeida Azevedo Martins “Ju Martins”, como mandatário da sua candidatura.
“O camarada Presidente informou ainda a este Organismo de Direcção Central do Partido, que constituiu como seu mandatário o camarada João de Almeida Martins ‘Ju Martins’”, avançou o secretário para a Informação e Propaganda do Bureau Político do Comité Central do MPLA.
Na mesma sessão, orientada pelo líder do partido, o Bureau Político do Comité Central MPLA aprovou as candidaturas de Carla Cativa para o cargo de primeira-secretária do partido no Cuando, bem como de Eugénio Laborinho para primeiro-secretário no Cuanza-Sul.
Segundo Esteves Hilário, durante a reunião foram, também, apreciadas e aprovadas as resoluções relativas à cessação do mandato de Narciso Benedito do cargo de primeiro-secretário na província do Cuanza-Sul e de Lúcio Amaral do mesmo cargo no Cuando.
Os membros do Bureau Político do Comité Central, que aborda matérias ligadas à vida interna de competência do partido, apreciou e aprovou, igualmente, a convocação das conferências extraordinárias do MPLA nas províncias do Cuando e do Cuanza-Sul.
No início do encontro, realizado no auditório da sede nacional do partido, em Luanda, foi observado um minuto de silêncio em memória das vítimas dos acontecimentos do 27 de Maio, cuja lista de mais de 500 perfis humanos referentes a esse caso foi apresentada recentemente pela Comissão Técnica do CIVICOP.
Concorrentes têm 5 meses para submeter candidaturas
Os candidatos ao cadeirão máximo do partido que sustenta o Executivo têm cinco meses para submeter as suas candidaturas à presidência do MPLA. O processo de recepção começou no dia 28 de Março e termina a 25 de Outubro deste ano. De acordo com o coordenador da Subcomissão de Candidaturas do 9.º Congresso Ordinário do MPLA, Job Capapinha, a acção acontece em sede de preparação do conclave do partido, agendado para os dias 9 e 10 de Dezembro deste ano, sob o lema “MPLA – Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro”.
Oportunidade estratégica para o reforço da unidade interna
O MPLA considera o processo preparatório para a realização do 9º Congresso, previsto para Dezembro deste ano, oportunidade estratégica para o reforço da unidade interna e da renovação responsável, afirmou, em Benguela, a secretária para a Política Económica e Social do partido, Idalina Valente.
Ao discursar, sexta-feira, no encerramento da X Reunião Ordinária do Comité Provincial do MPLA em Benguela, na qualidade de coordenadora do Grupo de Acompanhamento do Secretariado do Bureau Político, Idalina Valente disse que o processo constitui, igualmente, uma oportunidade para a mobilização da militância e do aprofundamento da capacidade de resposta do MPLA aos desafios actuais do país e das populações.
Pelas razões acima referidas, Maria Idalina Valente disse ser fundamental que todo o processo decorra com elevado sentido de responsabilidade, disciplina, espírito democrático, respeito pelas normas estatutárias e demais instrumentos orientadores, bem como o compromisso com os valores e princípios que orientam o MPLA.
Neste sentido, acrescentou que assumiu particular relevância a reunião metodológica que tem lugar hoje (domingo), na cidade das Acácias Rubras, destinada à apresentação e explicação detalhada de todos os documentos orientadores e directivas que vão regular as diferentes fases do processo do Congresso.
“Mais do que uma etapa interna de organização partidária, este processo representa um momento de fortalecimento das estruturas, de consolidação da unidade e de mobilização da militância para os grandes desafios políticos que o partido enfrentará, em particular a preparação das Eleições Gerais de 2027”, adiantou. Segundo a dirigente, é essencial que as estruturas de base assumam um papel activo na divulgação das orientações, na mobilização dos militantes e na preservação de um ambiente de coesão, fraternidade, disciplina e elevação política ao longo de todo o percurso preparatório até ao Congresso e às importantes batalhas políticas que se avizinham. “Terminamos este encontro conscientes dos desafios que temos diante de nós, mas igualmente confiantes na capacidade colectiva do nosso partido, das nossas instituições e do nosso povo para os superar. Os tempos exigem de todos nós maior proximidade com as populações, maior espírito de missão, mais solidariedade e mais compromisso com as causas nacionais”, ressaltou Idalina Valente, que enalteceu a realização do encontro.
