Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram a morte de 886 pessoas, entre as quais 111 crianças e 38 profissionais de saúde, anunciou, ontem, o Ministério da Saúde libanês.

O balanço anterior sobre a guerra em curso desde 2 de Março entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, divulgado no domingo, era de 850 mortos.

Além das vítimas mortais, 2.141 pessoas ficaram feridas em duas semanas de conflito, precisou a mesma fonte, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A escalada de violência intensificou-se, ontem, com o anúncio por parte do exército israelita de “operações terrestres limitadas e direccionadas” no sul do Líbano.

As operações visam bastiões do Hezbollah e ocorrem em paralelo com a campanha de bombardeamentos aéreos que atinge várias regiões do país.

O grupo xiita arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente em 2 de Março, quando lançou mísseis contra Israel para vingar Ali Khamenei, o líder iraniano morto em 28 de Fevereiro, no primeiro dia da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

O Líbano é o país com mais vítimas na guerra do Médio Oriente, depois do Irão, cujas autoridades mantêm desde há alguns dias um balanço por actualizar com mais de 1.200 mortos.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, visitou Beirute na sexta-feira e no sábado em solidariedade para com o povo libanês, que disse ter sido arrastado para a guerra sem o desejar, numa referência ao papel do Hezbollah.

Guterres apelou às partes beligerantes para que parassem com a guerra e optassem pela diplomacia e as negociações para revolver o conflito.

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