O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, exigiu, neste sábado, o fim da exploração e da pilhagem dos recursos do continente africano.
Guterres, que discursava para a abertura da 39ª cimeira da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia, começou por defender o reforço do papel de África na governação global, exigindo, por outro lado, fim da exploração dos recursos naturais africanos: “Chega de exploração, chega de pilhagem”.
O Português que lidera as Nações Unidas sublinhou ainda o apoio que recebeu dos países de África ao longo dos seus mandatos a frente da organização.
“Levarei sempre comigo o apoio inabalável e decisivo do grupo africano na ONU. Questão após questão, iniciativa após iniciativa, na luta partilhada por justiça e igualdade”, disse em jeito de despedida e agradecimento a organização continental que considera como “um símbolo do multilateralismo” num contexto internacional de “divisões e desconfianças”.
No plano económico, António Guterres alertou para o défice de financiamento enfrentado pelos países em desenvolvimento. Criticou os custos da dívida e os fluxos financeiros ilícitos. “Todos os anos, África perde mais em pagamentos de dívida e fluxos ilícitos do que recebe em ajuda.”
O secretário-geral das Nações Unidas defendeu a reforma da arquitectura financeira internacional e o reforço da capacidade de empréstimo dos bancos multilaterais de desenvolvimento.
A acção climática constituiu o terceiro eixo da intervenção, com António Guterres a sublinhar o potencial africano nas energias renováveis. “África possui 60% do melhor potencial solar do mundo, mas recebe apenas 2% do investimento global em energia limpa.”
O responsável político apelou ao aumento do financiamento para a adaptação climática e à aceleração de uma transição energética justa. Foi neste contexto que abordou os minerais estratégicos: “Chega de exploração, chega de pilhagem. Os povos de África devem beneficiar dos recursos de África.”
O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, exigiu, neste sábado, o fim da exploração e da pilhagem dos recursos do continente africano.
Guterres, que discursava para a abertura da 39ª cimeira da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia, começou por defender o reforço do papel de África na governação global, exigindo, por outro lado, fim da exploração dos recursos naturais africanos: “Chega de exploração, chega de pilhagem”.
O Português que lidera as Nações Unidas sublinhou ainda o apoio que recebeu dos países de África ao longo dos seus mandatos a frente da organização.
“Levarei sempre comigo o apoio inabalável e decisivo do grupo africano na ONU. Questão após questão, iniciativa após iniciativa, na luta partilhada por justiça e igualdade”, disse em jeito de despedida e agradecimento a organização continental que considera como “um símbolo do multilateralismo” num contexto internacional de “divisões e desconfianças”.
No plano económico, António Guterres alertou para o défice de financiamento enfrentado pelos países em desenvolvimento. Criticou os custos da dívida e os fluxos financeiros ilícitos. “Todos os anos, África perde mais em pagamentos de dívida e fluxos ilícitos do que recebe em ajuda.”
O secretário-geral das Nações Unidas defendeu a reforma da arquitectura financeira internacional e o reforço da capacidade de empréstimo dos bancos multilaterais de desenvolvimento.
A acção climática constituiu o terceiro eixo da intervenção, com António Guterres a sublinhar o potencial africano nas energias renováveis. “África possui 60% do melhor potencial solar do mundo, mas recebe apenas 2% do investimento global em energia limpa.”
O responsável político apelou ao aumento do financiamento para a adaptação climática e à aceleração de uma transição energética justa. Foi neste contexto que abordou os minerais estratégicos: “Chega de exploração, chega de pilhagem. Os povos de África devem beneficiar dos recursos de África.”
Esta é a última cimeira da União Africana para António Guterres, enquanto secretário-geral da ONU, todavia rejeitou que a sua presença fosse encarada como uma despedida, garantindo que o continente permanecerá no centro das prioridades das Nações Unidas. “Até ao último momento do meu mandato, África será a prioridade número um da ONU.”
