O Corredor do Lobito é um instrumento de transformação económica, soberania logística e integração regional duradoura entre Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo, e não apenas um projecto de infra-estrutura e transporte, afirmou o vice-primeiro-ministro da RDC, Jean-Pierre Bemba, esta quinta-feira, 5 de Fevereiro, em Luanda.

Na abertura da Reunião Inaugural de Coordenação do Corredor do Lobito, presidida pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, Jean-Pierre Bemba disse que a RDC defende um corredor integrado que conecte todas as zonas atravessadas, para gerar emprego e fortalecer a competitividade regional no cenário global.

O governante congolês explicou que a infra-estrutura servirá como espinha dorsal para o desenvolvimento dos 2.345.000 quilómetros quadrados da RDC, integrando rodovias, energia, fibra óptica, logística, zonas industriais e agrícolas.

O primeiro-ministro salientou que a modernização do eixo ferroviário Sakania/Lubumbashi/Tenke/Kolwezi/Dilolo/Lobito constitui o pilar central para o desenvolvimento da região, estimando uma redução de mais de 30 por cento nos custos de transporte.

Disse que a República Democrática do Congo opera actualmente cerca de 40 comboios por mês entre Kolwezi e Lobito, prevendo atingir 60 até ao final do ano e um milhão de toneladas de exportações e importações.

Por seu turno, o ministro das Finanças da Zâmbia, Situmbeko Musokotwane, defendeu a transformação da visão em realidade através de um roteiro claro que defina as actividades económicas ao longo da via ferroviária.

Para o governante zambiano, a ligação deve transportar não apenas minerais como cobre e cobalto, mas também produtos agrícolas e bens com valor agregado, garantindo que os comboios se financiem e não criem um elefante branco.

Segundo o ministro Situmbeko Musokotwane, a expansão da produção mineral na RDC e na Zâmbia, aliada à futura refinaria de petróleo em Angola, justifica a urgência na conclusão do projecto para impulsionar as actividades económicas regionais.

Situmbeko Musokotwane frisou que o debate sobre a necessidade da infra-estrutura ferroviária terminou, restando agora a fase de implementação concreta, com foco na geração de empregos para milhões de jovens da região.

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