Vários projectos elaborados no âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), já concluídos há anos, voltam aparecer no Orçamento Geral do Estado (OGE) como se de um projecto virgem se tratasse.

A averiguação foi feita por este jornal, nos OGE(s) disponibilizados, onde constatou que obras como a construção e apetrechamento de uma escola de 12 salas para o II Ciclo, na Vila da Chibia, e a construção da administração municipal da Chibia, na Huíla, apesar de serem já obras concluídas, continuam a constar no OGE com somas variadas. Uma alerta que Jornal Hora H sempre faz, porém, nunca tido em conta. A questão é que os fundos públicos estão a ser desviados a olhos nus, sem que se tenham mais receios de uma revolta popular.

Por exemplo, a construção da escola de 12 salas na Chibia foi projectada para ser executada em apenas seis meses, mas desde 2021 que começou a constar no OGE, de forma ininterrupta, só veio a ser concluída em 2024 e, nesse mesmo ano, inaugurada pela ministra da Educação, Luísa Grilo. Contudo, para o espanto popular, esta mesma obra já inaugurada, voltou ao OGE 2025, com um valor que ultrapassam 650 milhões de Kwanzas.

O cenário assemelha-se à realidade do Kwanza Norte, no município de Cambambe, que tem sempre no OGE verbas para a construção da Casa da Juventude naquela circunscrição, todavia, não passa de um esquema de corrupção dos envolvidos na elaboração do OGE, pois, desde 2017 que aquele povo nunca soube o que é uma casa da juventude no seu espaço.

Outra, ainda no Kwanza Norte, tem a ver com o troço Maria Teresa – Dondo, inaugurada em 2020 pelo então ministro das obras públicas, Manuel Tavares de Almeida, dando por terminado o trabalho no troço. Mas o hilariante veio a seguir: desde a data da inauguração até a presente data, isto 2025, o troço Maria Teresa – Dondo continua a surgir nos OGE como se fosse uma obra virgem.

A questão que não se cala é: com que finalidade obras terminadas voltam a aparecer no OGE?

Talvez a ministra Vera Daves, demais ministros, assim como os respectivos governadores possam responder esta questão com maior precisão. Aliás, estes dirigentes devem explicações ao povo. Para onde vai todas as verbas alocadas nos projectos já concluídos?

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