O novo partido político denominado CIDADANIA – Iniciativa de Cidadania para o Desenvolvimento de Angola, legalizado em Julho do ano passado, “sumiu” do mapa político angolano, já que os seus responsáveis não conseguem passar mensagem junto das comunidades.
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Dentre as forças políticas emergentes que tiveram “bênção” do Tribunal Constitucional, o destaque vai para o PRA-JÁ Servir Angola, de Abel Chivukuvuku e Partido Liberal, de Luís de Castro, que têm viajado pelo país, para apresentarem as suas linhas de forças.
O partido de Júlio Bessa, segundo analistas políticos, não consegue convencer milhares de angolanos sem esperança, sobre um futuro melhor do país.
“Quando os líderes do partido Cidadania, dizem que a situação política do país é caracterizada pelo agravamento da crise geral de governação, pelo aprofundamento do conflito entre o povo e o regime do Partido-Estado, muitos não acreditam porque eles também são responsáveis desta tragedia”, disse a este jornal, o analista político, Ermelindo José Sobral.
“Os angolanos evoluíram muito, e não acreditam ouvir, Júlio Bessa, falar em captura do Estado, subverter a Constituição e criar artifícios para impedir que os angolanos concretizem soberanamente a mudança de regime, por via de eleições livres, justas e transparentes”, acrescentou frisando que esta mensagem “é uma conversa para o boi dormir”.
Segundo apurou este jornal, desde que surgiu, o partido Cidadania, não passa mais de 10 actividade de peso que o partido realizou, estando neste momento, os seus membros remetidos ao silencio.
“É uma força política de gabinete, que está a espera apenas fundos da campanha eleitoral”, disse um outro analista político, Almeida Norma da Costa.
Depois de ter sido admitido pelo Tribunal Constitucional, o partido Iniciativa de Cidadania para o Desenvolvimento de Angola, vulgo “Cidadania”, manteve o primeiro contacto com o público através de um documento designado “Carta à Nação”.
A missiva, com um total de 34 pontos, espelha, entre outros assuntos, que se trata de um novo projecto político não centrado na lógica de luta de poder, resultante das diferenças político-ideológicas dos tradicionais partidos de libertação nacional, mas no advento da assumpção por todos do primado da cidadania ao invés da militância.
Para este novo ente, qualquer força política que pretenda no futuro liderar mudanças no país, precisará de vencer a desilusão nos cidadãos, sobretudo aos jovens, terá de resgatar o chamado sonho angolano, assim como fazer caminhar a roda do círculo virtuoso do crescimento económico.
O projecto Cidadania, como pode ler-se no documento, tem como linha orientadora e ideológica os princípios básicos de cidadania assentes nas dimensões civil (liberdade e igualdade), social (trabalho, saúde, educação, instrução profissional e reforma garantida), económica (segurança alimentar, acesso aos meios de vida e de bem-estar) e política (liberdade de expressão, de associação e integração na sociedade civil e direito ao voto por sufrágio universal).
O Cidadania assume-se como sendo resultado de uma reflexão e diagnóstico profundo da realidade sócio-política actual e da projecção de soluções capazes de retirar o país do marasmo em que supostamente se encontra.
